Mais de duas décadas após seu lançamento, Final Fantasy X se mantém como um dos capítulos mais reverenciados da franquia. O jogo representou um salto técnico e narrativo para os JRPGs, mas seu legado vai além. Recentemente, Yuji Horii, criador de Dragon Quest, fez revelações interessantes sobre a relação entre as duas séries que marcaram o gênero, reforçando por que Final Fantasy X ainda é visto como referência absoluta.
FFX marcou uma virada nos JRPGs
Quando Final Fantasy X chegou (originalmente em 2001 para PlayStation 2), trouxe mudanças profundas: cenários 3D completos, combate refinado, sistema de progressão pela Sphere Grid e narrativa madura e emocional. Essas inovações trouxeram uma experiência mais cinematográfica e envolvente, elevando o patamar dos jogos de RPG japoneses.
O enredo centrado em temas como sacrifício, fé e redenção e a ambientação em Spira criaram uma atmosfera única, ajudando o título a se destacar como um clássico atemporal.

Horii fala sobre a “briga” saudável entre Dragon Quest e Final Fantasy
Em entrevista recente à revista Game Informer, Horii admitiu que, desde o lançamento dos primeiros Final Fantasy no final dos anos 1980, ele acompanhava com atenção o que a franquia estava fazendo, para “ficar de olho” na concorrência.
O ponto principal, segundo ele: em Final Fantasy, os protagonistas falam, têm voz, personalidade própria; já em Dragon Quest, o objetivo sempre foi que o jogador se tornasse o protagonista, sem que o herói “falasse por si só”.
Apesar disso, Horii fez elogios à série rival. Ele afirmou que, ao jogar Final Fantasy X pela primeira vez, sentiu que aquele era “o ápice do Final Fantasy”, um reconhecimento vindo de quem ajudou a moldar o gênero.

Como essa rivalidade ajudou a elevar os padrões do gênero
Essa “competição silenciosa” entre os dois maiores nomes do JRPG japonês foi, para muitos, um estímulo criativo. Enquanto Dragon Quest apostava na imersão do jogador como protagonista silencioso, Final Fantasy buscava personagens com profundidade, diálogos e narrativa cinematográfica.
O resultado desse contraste foi o amadurecimento do gênero, cada franquia desenvolveu mecânicas e narrativas distintas, abrindo espaço para diferentes estilos de RPGs e para que clássicos como Final Fantasy X pudessem ser apreciados por suas qualidades únicas.
Final Fantasy X permanece relevante e referência para nova geração
Mesmo décadas depois, FFX continua sendo descoberto por novos jogadores graças a remasterizações e versões modernas. A qualidade da arte, a trilha sonora marcante, a ambientação e a força da história fazem com que o jogo não pare de emocionar quem o revisita ou quem encara sua jornada pela primeira vez.
Quando olhamos para a história dos JRPGs, fica claro que Final Fantasy X não foi apenas um título de sucesso, foi um marco generacional. E a admiração de um dos criadores de Dragon Quest por ele mostra que, no final das contas, mais do que rivalidade, existia respeito mútuo entre as grandes franquias que definiram o gênero.







