Larian diz não à IA na arte de Divinity e vai contra tendência da indústria

A Larian Studios deixou clara sua posição em meio ao debate sobre inteligência artificial na indústria de jogos onde a arte continuará sendo feita por pessoas. O estúdio afirmou que não usará IA generativa para produzir artes em seus jogos, incluindo o universo de Divinity, mantendo um modelo criativo baseado exclusivamente em trabalho humano.

Uma decisão direta em um momento de ruído no mercado

A declaração surge em um cenário em que grandes publishers testam IA para acelerar pipelines visuais e reduzir custos. A Larian segue na contramão ao afirmar que a identidade artística de seus jogos depende de autoria humana, não de sistemas generativos treinados em grandes bases de dados.

O posicionamento não foi apresentado como crítica à tecnologia em si, mas como uma escolha criativa e ética alinhada à cultura interna do estúdio.

Arte como pilar, não como atalho de produção

Segundo a Larian, a direção de arte é parte central da experiência narrativa e do design de mundo, algo que não pode ser tratado como commodity. Ao rejeitar o uso de IA para criação visual, o estúdio reforça a ideia de que estilo, intenção e coerência artística não são substituíveis por automação.

Essa filosofia já se reflete no histórico recente da empresa, marcada por processos longos de desenvolvimento e forte valorização de equipes criativas multidisciplinares.

O contraste com a tendência da indústria

Nos últimos meses, o uso de IA generativa para arte, textos e até design de missões tem sido debatido publicamente por estúdios e sindicatos. Enquanto parte do mercado vê a tecnologia como ferramenta de suporte, a Larian opta por um limite, IA não entra na criação artística final.

Essa postura diferencia o estúdio em um momento de transição tecnológica e dialoga diretamente com preocupações de artistas sobre autoria, direitos e reconhecimento profissional.

O impacto prático para jogadores e criadores

Para o público, a decisão não altera cronogramas ou anúncios de novos jogos, mas reforça a identidade criativa da Larian e estabelece expectativas claras sobre como seus mundos continuarão sendo construídos.

Para profissionais da indústria, a mensagem é igualmente objetiva, ainda há espaço e valor em modelos de desenvolvimento que priorizam processos artesanais e autoria humana, mesmo em uma era cada vez mais automatizada.

No fim, a posição da Larian não é defensiva nem reativa. É uma afirmação de identidade, tecnologia pode evoluir, mas a arte que define Divinity continuará tendo assinatura humana.

Mais Antigas
Mais Recentes

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

MAIS RECENTES

Edit Template

© 2025 Next Play. Todos os Direitos Reservados.