Review: Super Mario Galaxy 1 + 2 continuam surpreendentes no Switch

Super Mario Galaxy 1 & 2 chegam ao Nintendo Switch carregando um peso curioso: são clássicos modernos, obras que já nasceram à frente de seu tempo e que hoje retornam praticamente intactas, ainda surpreendentemente jovens. Desenvolvidos pela Nintendo EAD Tokyo, os dois games continuam sendo plataformas 3D com foco em criatividade, física e exploração espacial, mas agora voltam acessíveis para uma nova geração, especialmente para quem só conheceu Mario na era Switch. Mesmo sem mudanças profundas, a coletânea preserva o charme, a inventividade e a energia que transformaram Galaxy em referência absoluta dentro do gênero.

Jogabilidade que desafia gravidade e permanece impecável

Passar alguns minutos em Mario Galaxy é lembrar por que esses jogos se tornaram tão marcantes. O ritmo é deliciosamente fluido, alternando fases rápidas com momentos experimentais, puzzles de rotação, transições entre mini-planetas e mecânicas que mudam de acordo com a física local. O Switch executa tudo com naturalidade com controles precisos, movimentos responsivos e uma leveza que faz cada salto parecer uma decisão sempre calculada na ponta dos dedos.
O uso dos Joy-Con para algumas ações de mira é opcional e funciona bem, mantendo a intenção original do Wii sem tornar nada obrigatório. E, mesmo tantos anos depois, a variedade absurda de mecânicas das plataformas que giram àquelas que mudam de gravidade, prova que poucos jogos arriscaram tanto no level design quanto Galaxy arriscou.

Gráficos e direção de arte que envelheceram absurdamente bem

O mais curioso de Mario Galaxy no Switch é perceber como o estilo artístico permanece belo sem esforço. O visual não foi refeito, mas recebeu tratamento de resolução mais alta e nitidez suficiente para parecer atual. A direção de arte continua sendo a alma da experiência: cenários esféricos, cores vivas, iluminação cósmica e uma criatividade visual que não parece datada.
Mesmo sem alterações profundas, o conjunto visual tem força estética. O Switch segura tudo com tranquilidade: animações suaves, partículas brilhantes, efeitos astronômicos e mundos que parecem pequenos dioramas vivos. É um ótimo exemplo de como direção de arte vale mais que fidelidade técnica.


Trilha sonora que constroem atmosfera mágica

Se há algo que define Mario Galaxy, é a trilha orquestrada. Mesmo tantos anos depois, a música continua carregando emoção, grandiosidade e uma sensação de aventura espacial rara em jogos de plataforma. Os temas que sobem conforme o jogador orbita planetas são tão icônicos que quase funcionam como parte da jogabilidade dando ritmo, dando impacto, dando vida.
A ambientação sonora permanece impecável: efeitos cristalinos, feedback sonoro inteligente e aquele toque de magia Nintendo que ajuda a construir personalidade mesmo sem narrativas complexas ou dublagens extensas.

Desempenho e estabilidade que fazem tudo parecer natural

No Switch, tanto Galaxy 1 quanto Galaxy 2 rodam com estabilidade excelente, mantendo a fluidez que sempre marcou os títulos. Quedas perceptíveis de FPS são raras, os tempos de carregamento são curtos e a execução fica ainda mais confortável no modo portátil. Não existem bugs relevantes, e nada na performance atrapalha a experiência original.
É uma coletânea que não tenta reinventar a roda, mas que entrega os jogos com a mesma confiança técnica que os consagrou.

Veredito: Ainda brilhantes, ainda obrigatórios

Super Mario Galaxy 1 & 2 chegam ao Switch não como simples relançamentos, mas como demonstrações de que jogos bem concebidos atravessam gerações com facilidade. Eles continuam criativos, continuam fluidos, continuam belos e continuam oferecendo ideias que boa parte da indústria não ousou repetir.
Claro, quem esperava melhorias profundas, recursos extras ou algum tipo de remaster mais ousado talvez sinta falta de novidades. Mas, no que importa, Galaxy permanece intocado: divertido, imaginativo e tecnicamente exemplar.

Prós:

  • Jogabilidade afiada;
  • Direção de arte atemporal;
  • Trilha orquestrada brilhante;
  • Desempenho impecável.


Contras:

  • Poucas novidades;
  • Nenhum conteúdo adicional significativo;
  • Ausência de modernizações mais profundas.
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