Review: Depois de Elden Ring, Code Vein 2 é o primeiro rival sério… ou só mais um clone bonito?

Code Vein 2 chega com uma responsabilidade enorme: ser mais do que “aquele soulslike anime”. O primeiro jogo tinha identidade, mas também carregava limitações claras de escopo e impacto. Agora, com a indústria vivendo um pós-Elden Ring, a Bandai Namco parece finalmente disposta a transformar a série em algo maior, mais ambicioso e, principalmente, mais relevante dentro do gênero.

O resultado é um jogo que tenta se posicionar como o primeiro grande título claramente inspirado pela escala e liberdade moderna dos soulslikes, mas sem abandonar sua estética própria, sua dramaticidade exagerada e o peso emocional típico do universo Code Vein.


Combate afiado, mas com personalidade própria

A sensação mais imediata é que Code Vein 2 está mais rápido, mais responsivo e menos “travado” do que o original. O combate continua baseado em leitura de padrões, punição e gerenciamento de stamina, mas agora há uma fluidez maior no movimento e uma agressividade incentivada pelo design.

O sistema de Blood Codes retorna mais flexível, permitindo builds mais criativas sem aquela rigidez típica de outros soulslikes. Isso faz diferença porque Code Vein nunca foi sobre copiar Dark Souls, ele sempre foi sobre experimentar combinações exageradas, habilidades explosivas e um estilo mais ofensivo.

O problema é que, em alguns momentos, o jogo ainda oscila entre identidade própria e vontade de seguir tendências. Há trechos em que a estrutura parece querer imitar o ritmo “épico” de Elden Ring, mas sem a mesma naturalidade no mundo ou na exploração.

Um mundo mais aberto… mas ainda não tão memorável

A promessa de um Code Vein mais expansivo é real. Os cenários são maiores, mais verticais e menos corredores claustrofóbicos. Há mais liberdade de rota, mais áreas opcionais e um senso melhor de progressão espacial.

Visualmente, o jogo aposta em ruínas góticas misturadas com sci-fi decadente, mantendo o charme do apocalipse estilizado da franquia. Ainda assim, falta aquele senso de descoberta constante que define os melhores do gênero. O mundo é mais amplo, mas nem sempre é marcante.

É uma evolução clara, mas não um salto completo.


Anime, drama e trilha sonora que segura a atmosfera

A trilha sonora continua sendo um dos pontos fortes. Ela não tenta ser minimalista como Dark Souls, ela é emocional, intensa, quase operística em certos momentos. Isso combina com o tom exagerado da franquia.

A dublagem também mantém o estilo anime dramático, com personagens que falam como se cada frase fosse o fim do mundo. Isso pode soar excessivo para alguns, mas para quem compra a proposta de Code Vein, é parte do pacote.

A atmosfera funciona justamente porque o jogo não tem vergonha de ser estilizado.

Desempenho sólido, mas com tropeços pontuais

Tecnicamente, Code Vein 2 roda bem na maior parte do tempo, com combates estáveis e boa fluidez. Ainda assim, há quedas ocasionais em áreas mais carregadas e pequenos bugs de colisão que aparecem em lutas maiores.

Nada que destrua a experiência, mas o tipo de detalhe que lembra que ambição maior também traz mais risco técnico.


Veredito: finalmente um passo real, mas ainda não o definitivo

Code Vein 2 é, sem dúvida, o jogo que a franquia precisava ser desde o início. Ele é mais rápido, mais expansivo, mais confiante e mais próximo de competir no cenário soulslike atual.

Mas também é um título que ainda parece dividido entre ser Code Vein e ser “o Elden Ring anime”. Quando acerta, entrega combate divertido, builds criativas e uma estética única. Quando falha, deixa a sensação de que falta algo para se tornar verdadeiramente inesquecível.

Para fãs do primeiro jogo, é evolução clara. Para quem busca o próximo gigante do gênero, talvez ainda não seja o topo, mas chega bem perto.

Prós

  • Combate mais fluido e agressivo que o original
  • Builds e Blood Codes continuam sendo um diferencial real
  • Mundo mais amplo e menos linear
  • Trilha sonora forte e atmosfera estilizada

Contras

  • Exploração ainda não tem o impacto de referências como Elden Ring
  • Alguns cenários parecem genéricos apesar da escala maior
  • Pequenos problemas técnicos em áreas mais carregadas
  • Identidade oscila entre originalidade e influência excessiva
Mais Antigas
Mais Recentes

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

MAIS RECENTES

Edit Template

© 2025 Next Play. Todos os Direitos Reservados.