Sem dragões e longe das grandes guerras: onde O Cavaleiro dos Sete Reinos entra na linha do tempo

A HBO esclareceu oficialmente onde O Cavaleiro dos Sete Reinos se encaixa na cronologia de Westeros, e o dado muda a forma como o público deve encarar a nova série. A produção se passa cerca de 90 anos antes de Game of Thrones e aproximadamente 80 anos depois de A Casa do Dragão.

Na prática, isso coloca a série em um período de transição, os Targaryen ainda governam, mas o mundo já é bem menos dominado por dragões e grandes guerras dinásticas.

Um Westeros menos épico e mais humano

Diferente de A Casa do Dragão, que gira em torno de conflitos internos da realeza, O Cavaleiro dos Sete Reinos foca em histórias menores, pessoais e itinerantes. A trama acompanha Dunk (Sor Duncan, o Alto) e Egg (Aegon Targaryen ainda criança) em jornadas pelo reino.

Esse recorte temporal explica o tom com poucas batalhas grandiosas, mais política local, honra, sobrevivência e escolhas individuais. É um Westeros funcional, não à beira do colapso.

Dragões já não moldam o mundo

Um ponto central dessa linha do tempo é a quase ausência de dragões. Ao contrário de A Casa do Dragão, onde eles são armas de poder, em O Cavaleiro dos Sete Reinos os dragões já desapareceram ou se tornaram lenda recente.

Isso muda o equilíbrio do mundo: casas nobres dependem mais de alianças, cavaleiros e reputação do que de força absoluta. É justamente esse vácuo de poder que cria o cenário ideal para histórias como a de Dunk e Egg.


Egg não é só um escudeiro e isso importa

Egg não é um garoto qualquer. Ele é Aegon Targaryen, futuro rei Aegon V, o que dá peso político a eventos aparentemente pequenos. As decisões vistas na série ajudam a construir o caráter de um dos reis mais singulares da dinastia, conhecido por tentar aproximar a Coroa do povo comum.

Essa escolha de período permite que a HBO conte eventos com consequências de longo prazo, sem depender de guerras globais ou reviravoltas forçadas.

Uma escolha de época que muda o tipo de história

A posição cronológica não é acidental. Ao situar a série entre dois extremos, o auge dos dragões e a decadência total dos Targaryen, a HBO cria um espaço narrativo mais acessível, menos carregado de lore pesado e mais focado em personagens.

É uma estratégia clara para expandir o universo de Game of Thrones sem repetir fórmulas: outra escala, outro ritmo e outro tipo de envolvimento emocional.

Westeros além das grandes guerras começa aqui

O Cavaleiro dos Sete Reinos indica que a HBO quer explorar Westeros além das grandes guerras, apostando em histórias menores que enriquecem o mundo como um todo. Se funcionar, abre caminho para outras séries focadas em períodos intermediários e personagens menos óbvios.

Mais do que explicar a linha do tempo, a série redefine como histórias desse universo podem ser contadas e isso pode ser decisivo para a longevidade da franquia.

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