O jogo Clair Obscur ficou de fora do Indie Game Awards após a organização do evento decidir desclassificar títulos que utilizam inteligência artificial em partes do processo criativo. A decisão reacendeu um debate sensível na indústria independente, onde o uso de IA começa a se tornar cada vez mais comum.
Mesmo com boa recepção do público, o jogo acabou barrado por critérios que vão além da qualidade final.
Quando a tecnologia cruza a linha das regras
Segundo os organizadores do Indie Game Awards, o uso de ferramentas de IA em elementos criativos do jogo entra em conflito com as diretrizes do evento. Embora a premiação não seja contrária à tecnologia em si, a regra busca preservar produções consideradas integralmente autorais.
No caso de Clair Obscur, a presença de IA foi suficiente para impedir sua participação oficial.
Um debate que vai além de um único jogo
A exclusão de Clair Obscur não é um caso isolado, mas parte de uma discussão maior sobre até onde a IA pode ser usada sem descaracterizar o trabalho humano. Para muitos desenvolvedores independentes, essas ferramentas são vistas como apoio técnico; para premiações, o limite ainda é motivo de cautela.
O episódio mostra como o setor ainda tenta definir padrões claros.

Desenvolvedores no meio do fogo cruzado
Para estúdios independentes, decisões como essa levantam dúvidas práticas: o que pode ou não ser usado? Em que ponto a IA deixa de ser ferramenta e passa a ser criação? A falta de critérios universais faz com que cada evento adote sua própria interpretação.
Isso cria um cenário de incerteza para projetos futuros.
O que muda para próximas premiações
A exclusão de Clair Obscur tende a servir como precedente. Desenvolvedores que pretendem disputar prêmios precisarão avaliar com mais cuidado como utilizam IA em seus jogos, enquanto eventos devem ser pressionados a deixar regras mais transparentes.
A discussão está longe de acabar e deve se intensificar nos próximos anos.







